sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Paz Trazida pelo Ódio

Naquela noite os lobos uivavam com ventos gélidos e a lua cheia, eu estava sentado em minha cadeira e meu rosto estava sendo lavado pela fumaça de um cigarro já no fim, minha alma se encontrava em um estado de e melancolia e satisfação. Meus pensamentos mergulhavam em uma adaga ensangüentada sobre minha mão esquerda e o sangue parecia revelar toda minha fúria, meus olhos vislumbravam aquele corpo jazido inerte no chão, com suas vísceras totalmente dilaceradas por mim e sua arma alguns centímetros de sua mão direita. O fogo da lareira estava fraco e meu interior gritava por longos instantes e nesse exato momento minha mente voltara ao passado, eu sentado aqui nesse mesmo lugar e então contemplo o inimigo adentrar sorrateiramente minha porta, notei-o pelo reflexo do escudo, pois eu estava de costas para ele, eu estava sentado em uma cadeira apenas admirando o fogo dançar graciosamente, mas depois de vislumbrar a silhueta, permaneci imóvel, para dar a ligeira impressão de que estava dormindo e lentamente levava a mão em uma adaga que se encontrava em minha cintura olhando cautelosamente para o escudo.

O cão se aproxima e escuto perfeitamente ele armando sua arma, mas isso não mexeu comigo, então devagar ele encosta a arma em minha nuca covardemente, pois me encontrava de costas para o verme, então ele me pede para levantar, e por alguns segundos o silencio respondia por mim no momento, ele pensando que eu estava a dormir abaixa a arma começa a dar a volta pela enorme cadeira onde me encontrava. Naquele momento um milhão de coisas passavam por minha mente, mas em nenhuma delas meu cociente se dedicava, cada passo do infeliz era como minutos. Então ele se encontra cara a cara comigo, e para a infelicidade dele ele contemplou meu olhos abertos e o fogo do inferno queimando sobre eles, antes de levantar a arma minha adaga saciou sua jugular, sua boca cuspia sangue, então ele leva a mão na garganta inutilmente tentando respirar, agachei-me diante dele e fiz um sinal de silencio com o dedo indicador em sua boca, aproximei meu rosto bem perto da sua cara e olhei no fundo de seus olhos lacrimosos e penetrei a adaga bem devagarzinho em sua barriga, centímetro por centímetro sem tirar meu rosto de perto do dele e depois esgarcei-o até o peito, deixando sua vísceras para fora, seu coração ainda batia, mesmo com os gritos ainda pude escutá-los. O sangue então tornou-se presente na sala e o inimigo se encontra diante da morte, sendo eu o seu carrasco. Deu para ouvir seu último suspiro, sua face estava horrenda com um olhar de clemência diante do vazio da sua alma. Me levantando vou ao encontro a cadeira e volto sentar-me acendendo um cigarro, onde que no cantar dos lobos me volto ao presente e o vejo novamente sob o chão, então mesmo instante o fogo se torna belo e seu o dançar majestoso, começo a cortá-lo em pequenos pedaços para assim alimentar o fogo que aquece minha longa noite.

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